Arquivado em Julho, 2008

HIV é mais nefasto para quem consome drogas

Doenças, Drogas em geral, Geral, Notícias Julho 31st, 2008

Os infectados com VIH/Sida que continuaram a consumir drogas “têm perturbações cognitivas maiores” associadas à infecção do que aqueles que contraíram o vírus por via sexual.

A conclusão resulta de uma investigação sobre a deterioração cognitiva associada à infecção pelo VIH”, actualmente a ser conduzida pela Faculdade de Medicina do Porto. Os seropositivos têm alterações frequentes e variáveis ao nível do funcionamento mental, que podem oscilar desde pequenas perturbações na atenção até à demência.

“Deve-se sobretudo à predilecção do vírus pelo sistema nervoso central”, explicou o psiquiatra Miguel de Bragança, responsável pelo estudo. Neste momento, referiu, estão a ser analisados cerca de 2/3 da amostra de 130/150 indivíduos medicados e acompanhados na consulta externa de doenças infecciosas do Hospital de S. João. A amostra apenas inclui pacientes com menos de 50 anos.

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Toxicodependência: Recluso passa de consumidor a “gestor” da Unidade Livre de Drogas da Cadeia de Custóias

Notícias, Toxicodependência Julho 31st, 2008

*** Texto de António Moura, da agência Lusa ***

Porto, 24 de Julho (Lusa) – Nuno Filipe lembra-se que “não conseguia, por exemplo, falar em público”, acanhava-se, mas as coisas mudaram desde que, há três meses, começou a tratar-se na Unidade Livre de Drogas (ULD) do Estabelecimento Prisional do Porto, em Custóias, Matosinhos.

O seu percurso é um clássico: meteu-se na droga, experimentou quase tudo, arranjou problemas e acabou por ser detido, julgado e condenado.

Nuno, de 29 anos, está preso em Custóias há dois anos. Cumpre ali uma pena de dez anos, “mas ainda não é definitiva”, afirma, porque alguns dos seus “muitos processos” ainda não estão fechados.

Hoje, contudo, afirma que recuperou a sua “auto-estima e adquiriu “confiança pessoal” graças ao programa terapêutico a que se submeteu, por vontade própria, na ULD.

Nuno tornou-se inclusivamente “responsável” por este serviço: “Faço a gestão quando não está a equipa técnica”, tem o cuidado de explicar.

“Mando entre aspas”, reforça, para que não sobrem dúvidas sobre o seu papel.

Uma coisa é certa, segunda garante: a sua experiência como utente da ULD “está a ser positiva, completamente”.

Foi ele e Ricardo Brás, outro recluso que frequenta aquele serviço terapêutico, quem entregou hoje uma lembrança aos quatro oradores participantes na palestra sobre “Toxicodependência e Justiça” que esta manhã decorreu no estabelecimento prisional de Custóias.

A lembrança era um simples azulejo decorado com o símbolo da ULD, feito pelos reclusos que frequentam este serviço, no âmbito das suas actividades ocupacionais.

Entre os oradores contava-se José Pinto da Costa, antigo director do Instituto de Medicina Legal do Porto.

Uma das suas mensagens foi no sentido de que “o recluso deve ter a liberdade de escolher o seu caminho”, mesmo que tal passe por consumir drogas.

“Mas uma pessoa só é livre se estiver informada”, alertou Pinto da Costa, considerando que, “relativamente à droga, há muito pouca informação”.

O especialista admitiu que as drogas podem dar “prazer”. Porém, e tendo pela frente uma plateia constituída quase só por reclusos, deixou no ar uma questão: “Até que ponto vale a pena ter prazer através do consumo de drogas?”.

Pinto da Costa falou de algumas das substâncias mais consumidas e dos perigos que escondem. “O ecstasy está na moda, mas cuidado: o ecstasy mata”.

E a cocaína? “Pode matar só pelo coração”, salientou Pinto da Costa, aconselhando todos a “reflectir” sobre as suas opções individuais e a só avançar “munidos de mais conhecimento”.

Falou ainda sobre os casos mortais provocados por alegadas “overdoses”. Em sua opinião, muitas vezes trata-se na verdade de “minidoses”, porque a droga presente é reduzida e o que sobressai são produtos estranhos misturados com aquela, que vão do talco ao arroz.

Filipe Paulo, professor universitário e representante da organização PortugalGay, fez uma intervenção sobre o “abuso de substâncias na comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros).

O especialista observou, por exemplo, que se verifica entre essa comunidade uma “pressão social para ganhar massa muscular e para ter mais prazer”.

Essa pressão desemboca em muitos casos no consumo de substâncias como o ecstasy e as metanfetaminas em festas que duram mais de um dia, referiu.

O problema é que, frisou Filipe Paulo, as metanfetaminas causam uma “uma elevadíssima dependência”. São “mais viciantes do que a cocaína e a heroína” e provocam danos no sistema nervosos central”.

Seguiu-se um período em que os reclusos fizeram algumas perguntas. A questão mais polémica foi a aparente contradição do programa de troca de seringas em meio prisional, como o que decorre em Paços de Ferreira.

“Não será um incentivo ao consumo de drogas”, perguntou um dos presentes. Outro sugeriu haver “discriminação” entre aqueles que se injectam fora da prisão e os que o podem fazer dentro, mas agora com cobertura legal.

Mas se há seringas tem de haver drogas, disse ainda um outro recluso… Questões como estas não obtiveram respostas inequívocas entre os palestrantes, de que fizeram parte também Ana Tavares, da delegação Norte do Instituto da Droga e da Toxicodependência, e o psiquiatra Freitas Gomes.

A directora técnica da ULD do estabelecimento prisional de Custóias, Ana Gomes, mentora da semana cultural que ali decorre, retirou uma conclusão geral do que foi dito na palestra: “As drogas, no fundo têm efeitos positivos, mas os aspectos negativos são superiores e há soluções que permitem ser-se feliz sem elas”.

A ULD dirigida por aquela psicóloga funciona há 11 anos e tem “uma taxa de sucesso, à saída da cadeia, de 55 por cento”, de acordo com os últimos dados, de Dezembro de 2007.

Nuno Filipe espera também ter êxito no esforço pessoal que está fazer para se libertar das drogas e sair da cadeia “limpo”.

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Nível de consumo de droga no Porto mantém-se

Drogas em geral, Geral, Notícias Julho 30th, 2008

Os números de consumidores de droga no Porto estabilizaram, embora haja uma mudança do seu perfil, nomeadamente, o aumento dos policonsumos e do uso de drogas químicas, bem como do chamado consumo social associado à diversão.

Estas conclusões foram, ontem, reveladas por João Semedo e Alda Macedo, após uma reunião com a Direcção Regional do Norte do IDT (Instituto da Droga e da Toxicodependência). Em cima da mesa estava a discussão dos Planos de Resposta Integradas (PRI).

Para os deputados do Bloco de Esquerda, “é de saudar a forma como o IDT começou a actuar mais proactivamente, virado para a comunidade, envolvendo associações e organismos implantados no terreno, nomeadamente através da abertura de concursos públicos para a atribuição de verbas que financiam projectos comunitários integradas nos Planos de Resposta Integradas”, na zona industrial e bairros de Aldoar e Ramalde, zona ocidental, incluindo o Aleixo, Zona Histórica e Baixa , Zona Oriental e bairros de Paranhos e Campanhã).

O BE aponta ainda “a forma exemplar como o IDT integrou e deu resposta aos 52 utentes entregues pelo Porto Feliz, desmentindo a catátrofe anunciada por Rui Rio”, além de criticar e alertar para “a falta de técnicos e de pessoal no IDT, em resultado dos cortes impostos pelo PRACE, o que torna a sua acção mais difícil e impede a concretização de outros planos e programas”.

Esta situação ter-se-á tornado mais complicada “uma vez que para a competência da Direcção Regional do Norte do IDT foram transferidas algumas concelhos do Centro, utentes provenientes do Porto Feliz e novas responsabilidades no domínio da alcoologia”.

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Maior apreensão de droga do século

Drogas em geral, Notícias, Sociedade Julho 30th, 2008

As autoridades alfandegárias holandesas apreenderam sexta-feira 19 toneladas de marijuana a bordo de um navio no porto de Amesterdão, indica a agência ANP.

Trata-se da mais importante apreensão do século, segundo as autoridades, disse a ANP. O valor de mercado da marijuana é de cerca de 60 milhões de euros.

A polícia deteve quatro pessoas à margem da operação, suspeitas de tráfico de droga. O navio continha um carregamento de nozes nos contentores. A droga estava escondida em sacos de juta, num dos contentores.

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“Cocktail” de drogas em festival de Verão

Drogas em geral, Geral, Notícias Julho 30th, 2008

A GNR deteve seis jovens e apreendeu 180 doses de cocaína, quatro de heroína e 600 de haxixe numa operação de combate ao tráfico de droga num festival de música na vila alentejana de Pias, concelho de Serpa.

O Pias Summer Festival, para “amantes” de música electrónica que gostam de dançar a céu aberto, decorreu entre sexta-feira e domingo no Parque Desportivo 1º de Maio, num total de 36 horas de música de DJ’s de referência da música de dança portuguesa.

Fonte da GNR adiantou hoje à agência Lusa que dos seis jovens detidos por posse de droga, todos do sexo masculino e com idades entre os 20 e os 24 anos, dois, suspeitos de tráfico de estupefacientes, foram ouvidos pelo Tribunal de Serpa, tendo sido depois libertados com Termo de Identidade e Residência (TIR) e apresentações periódicas às autoridades.

Os restantes quatro também foram libertados com TIR logo após terem sido ouvidos pelo Ministério Público.

Durante a operação, que decorreu no último fim-de-semana, a GNR levantou também 36 autos de ocorrência por consumo de estupefacientes e, além das 180 doses de cocaína, quatro de heroína e 600 de haxixe, apreendeu ainda 18 gramas de liamba, quatro de anfetaminas e três de ecstasy.

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