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Cocaína

Cocaína Dezembro 20th, 2007

Cocaína

Deriva das folhas da planta da coca “Erythroxilon Coca”.

É uma droga estimulante que se apresenta sob a forma de um pó branco. Habitualmente inalada ou injectada, também pode ser consumida por outras formas (por absorção das mucosas, por exemplo: esfregando-a nas gengivas).

Algumas coisas que deves saber sobre a cocaína…

Importante não ter consumos seguidos de forma a evitar a quebra, mais cedo ou mais tarde ela vai acontecer. Em caso de sintomas de overdose pedir ajuda rapidamente.

O que é o crack?

A Base Livre de Coca e o Crack (que se apresentam sob a forma de cristais de cor branco sujo ou bolinhas semelhantes a grãos de chumbo) são derivados da cocaína mas obtidos através de processos diferentes na preparação.

Quais são os efeitos da cocaína?

Os efeitos dependem:
- das características do quem consome (idade e sexo)
- tempo de consumo
- qualidade da substância (mais pura ou mais adulterada)
- quantidade consumida (maior ou menor)
- ambiente consumo (sózinho ou em grupo)

A Cocaína pode fazer-te sentir…

Consulta a tabela para saberes os efeitos da cocaína.

Depois de consumires Se consumires algumas vezes de forma exagerada Se consumires de forma exagerada durante muito tempo
  1  |   2  

Euforia
Agitação
Desinibição
Auto-confiança
Aumento do ritmo cardíaco, arritmias e palpitações
Hipertensão
Tremores
Insónia
Alterações de humor
Ansiedade e/ou pânico
Estado de alerta
Indiferença à dor
Suores
Boca seca
Suores
Perda de apetite
Excitação
Irritabilidade

Convulsões
Agitação
Agressividade
Psicose cocaínica
Síncope cardíaca
Náuseas, vómitos
Insónia
Alucinações

Cansaço
Depressão
Lesões no interior do nariz (quando inalada)
Inquietação
Paranóia, Psicose com alucinações auditivas e do tacto – mania da perseguição
Insónias
Confusão mental
Apatia sexual ou impotência
Alterações neurológicas
Problemas cardíacos, respiratórios
Irritabilidade
Má nutrição

E vicia?

“Tudo o que sobe tem de descer”, que é como quem diz, a seguir ao período de euforia derivado do consumo de cocaína, existe um inevitável período de quebra.

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COCAÍNA

Cocaína Dezembro 18th, 2007

  Sintetizada em 1859, a cocaína tem como origem a planta Erythroxylon coca, um arbusto nativo da Bolívia e do Peru (mas também cultivado em Java e Sri-Lanka), em cuja composição química se encontram os alcalóides Cocaína, Anamil e Truxillina (ou Cocamina ). Duas variedades da planta dominam o mercado: a huanaco, coca boliviana de folhas ovais e coloração marrom-esverdeada, e a coca peruana, de folhas bem menores e cor verde-clara, que contém muito mais alcalóide do que as plantas que medram na Bolívia. A coca aclimatada em Java, além dos alcalóides comuns às outras variedades possui a atropa cocaína acrescida de quatro glicogénios cristalinos. A droga também pode ser obtida de um arbusto aparentado à Erythroxylon coca – o epadu, que cresce na Amazónia e é utilizado há séculos pelos índios da região. Na civilização Inca, o uso da folha de coca era controlado pessoalmente pelo imperador. O maior privilégio que um Inca podia obter era conquistar o direito de mascar as folhas de coca, e os nobres costumavam ser sepultados com uma generosa provisão de folhas para abastecê-los no paraíso incaico. Mascadas, as folhas de coca produzem euforia e enorme capacidade de trabalho. Nos altiplanos da Cordilheira dos Andes, o costume de mascar coca persiste até hoje entre os habitantes, ajudando-os a enfrentar os problemas da altitude e os rigores do clima. A cocaína propriamente dita, ou cocaína hidroclorida, é uma substância branca, amarga e inodora, na forma de cristais ou pó, e que pode ser bebida, aspirada ou injectada. Apesar do curto período de sua existência, a história registra usuários famosos da droga, como Sigmund Freud, o papa Leão XIII e o escritor Conan Doyle, criador do famoso detective Sherlock Holmes, que por sua vez também apreciava a cocaína. Na actualidade, a droga tem seu uso difundido não só entre os astros do cinema, da música e da televisão, mas também vem ganhando consumidores entre executivos e a classe média em geral. Segundo a revista Veja, no Brasil os usuários típicos têm entre 25 e 40 anos de idade, salário acima de Cz$ 15.000 (maio-86) e podem ser publicitários, jornalistas, criadores de moda ou profissionais da área financeira, que exibem comportamento auto-suficiente e elegantemente agressivo. De acordo com a revista Time, de 1979 a 1982, o número de consumidores de cocaína nos Estados Unidos aumentou de 15 milhões para 22 milhões, e parece continuar crescendo. As propriedades primárias da droga bloqueiam a condução de impulsos nas fibras nervosas, quando aplicada externamente, produzindo uma sensação de amortecimento e enregelamento. A droga também é vaso constritora, isto é, contrai os vasos sanguíneos inibindo hemorragias, além de funcionar como anestésico local, sendo este um dos seus usos na medicina. Ingerida ou aspirada, a cocaína age sobre o sistema nervoso periférico, inibindo a reabsorção, pelos nervos, da norepinefrina (uma substância orgânica semelhante à adrenalina). Assim, ela potencializa os efeitos da estimulação dos nervos. A cocaína é também um estimulante do sistema nervoso central, agindo sobre ele com efeito similar ao das anfetaminas. No cérebro, a droga afecta especialmente as áreas motoras, produzindo agitação intensa. A acção da cocaína no corpo é poderosa porém breve, durando cerca de meia hora, já que a droga é rapidamente metabolizada pelo organismo. Sua aspiração por período prolongado danifica as mucosas e os tecidos nasais, podendo inclusive causar perfuração do septo. Doses elevadas consumidas regularmente causam sangramento do nariz e corisa persistente, além de palidez, suor frio, convulsões, desmaios e parada respiratória. A quantidade necessária para provocar uma overdose varia de uma pessoa para outra, e a dose fatal vai de 0,2 a 1,5 grama de cocaína pura. A possibilidade de overdose, entretanto, é maior quando a droga é injectada directamente na corrente sanguínea. O efeito da cocaína pode levar a um aumento de excitabilidade, ansiedade, elevação da pressão sanguínea, náusea e até mesmo alucinações. Um relatório norte-americano afirma que uma característica peculiar da psicose paranóica, resultante do abuso de cocaína, é um tipo de alucinação na qual formigas, insectos ou cobras imaginárias parecem estar caminhando sobre ou sob a pele do cocainómano. Embora exista controvérsia, alguns afirmam que os únicos perigos médicos do uso da cocaína são as reacções alérgicas fatais e a habilidade da droga em produzir forte dependência psicológica, mas não física. Por ser uma substância de efeito rápido e intenso, a cocaína estimula o usuário a utilizá-la seguidamente para fugir da profunda depressão que se segue após o seu efeito.

A Coca-Cola, um dos refrigerantes mais populares, foi originalmente uma beberagem feita com folhas de coca e vendida como um “extraordinário agente terapêutico para todos os males, desde a melancolia até a insónia”. Complicações legais, todavia, fizeram com que a partir de 1906 o refrigerante passasse a utilizar em sua fórmula folhas de coca descocainadas.

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